Durante a Copa do Mundo o futebol feminino bateu recordes de audiência.
Só nos jogos da primeira fase estima-se que os jogos da seleção feminina tenham batido a marca de 71.500.000 de expectadores.
Na última partida entre Brasil e França, a rede globo teve nada menos do que, aproximados 22.469,7488 expectadores e ficou apenas 0,3 pontos atrás da audiência da novela das 21h.
Vocês tem noção do que é isso?
Somados o IBOPE da Rede Globo e SporTV que transmitiam a partida, o alcance de público foi de nada menos que 31,2 milhões de Brasileiros acompanhando. E ainda não estão aqui os dados da TV Band.
Então, podemos dizer, com os dados que temos que a Seleção Feminina de Futebol Feminino alcançou em 4 jogos cerca de 102.800.000 de pessoas em audiência.
Apesar dos grandes números muitos questionam que não basta apoiar e assistir na Copa e sim ver pessoas nos estádios, comprando produtos de futebol feminino e participando da modalidade como consumidores do esporte.
Então, podemos dizer, com os dados que temos que a Seleção Feminina de Futebol Feminino alcançou em 4 jogos cerca de 102.800.000 de pessoas em audiência.
IBOPE CHEIO, ESTÁDIOS VAZIOS
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É importante que as pessoas entendam que o futebol feminino é um produto que é inexplorado e totalmente mal trabalhado e divulgado no Brasil.
Horários de jogos ruins, poucos campeonatos, divulgação praticamente inexistente por grande maioria das federações e também pelos clubes, além de um futebol tecnicamente nem sempre é tão agradável de ver devido ao investimento baixo ou quase inexistente que se faz na categoria onde a maioria dos clubes monta equipes em cima da hora sem se preocupar com qualidade e focando apenas em cumprir uma "obrigação", estão entre os pontos que dificultam a aproximação e maior atração de outros públicos, porém existe sim um grande público que acompanha e esbarra mais na ineficiência do sistema, na falta de produtos femininos para consumo,entre outros.
GESTÃO E PLANEJAMENTO LONGE DO IDEAL
Ações recentes de inclusão de times de tradição do futebol masculino no campeonato brasileiro feminino das séries A1 e A2 e a participação de mulheres nas comissões técnicas da seleção, por exemplo, só ocorreram por exigência de entidades como FIFA e Conmebol.
A criação da Série A2 do Brasileiro foi mais uma "abertura" para que se incluíssem e atendesse a necessidade dos clubes "tradicionais" do futebol masculino do que para o futebol feminino propriamente dito, embora essa inclusão também beneficie a modalidade, existem outros pontos que precisam ser discutidos e trabalhados para se dizer que a preocupação é a modalidade e não a comodidade dos clubes masculinos.
Além disso, estamos em 2019 e o primeiro campeonato de base nacional foi lançado esse ano e começa no próximo mês.
Tudo acima são "grande passos" para quem não tinha praticamente nada, mas estamos bem atrasados, andamos em passos super lentos e tem muito a ser feito!
O FUTURO É AGORA?!
Toda mobilização e reconhecimento nesse momento são muito interessantes e importantes, resta saber se as partes envolvidas se demonstrarão interessadas e engajadas com a categoria para aproveitar a superexposição e fazer ações em cima disso. Conhecendo bem como a coisa funciona, dificilmente pensaram no que fazer e como aproveitar esse momento de forma antecipada. Planejamento, até o momento, nunca foi o forte.
Mas vamos aguardar, questionar e ficar em cima na expectativa que as coisas mudem. A cobrança e persistência não podem parar e o posicionamento de personalidades, jornalistas, profissionais do futebol feminino, atletas e ex-atletas é de grande importância para o crescimento que se espera da modalidade.
O futebol feminino já teve resultados ainda mais expressivos, mas até hoje nada de melhor foi feito, pelo contrário.
Será que mais uma vez ficaremos "parados no tempo"?
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