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Decepção e fim da esperança seria a melhor descrição de como se sente a modalidade hoje. Fomos enganados? |
Ontem foi noticiado sem maiores explicações ou qualquer justificativa que a Confederação Brasileira de Futebol, que tinha assumido o compromisso e formado o Comitê de Reformas de Futebol Feminino com nomes como Sissi, Cristiane, Juliana Cabral, Silvana Goellner e outros, após apenas 2 meses e 3 reuniões decretou o fim do comitê que não atuará mais após janeiro de 2018.
A notícia caiu para muitos como surpresa, mas para quem há anos acompanha o futebol feminino e sabe como as coisas geralmente acontecem foi apenas uma atitude normal da gestão do futebol nacional quando o assunto é futebol feminino.
Observando o histórico da criação do grupo após um bombardeio contra a CBF após a demissão contestada da então treinadora da Seleção, Emily Lima, e o retorno de Vadão ao cargo onde muito se questionou a demissão "precoce" justificada pela falta de resultados mas rebatida pela permanência de treinadores de base mesmo com resultados pouco expressivos, o que era uma incoerência, tal criação do grupo caiu muito bem.
A criação do grupo "acalmou ânimos", sanou as duras críticas contra a CBF e o seu coordenador que eram fortemente veiculados nas redes sociais por "desprestigiadas" mídias alternativas e alguns grandes veículos de comunicação das redes e voltou dar "tranquilidade" para a confederação e seus responsáveis uma vez que a criação do grupo trouxe para muitos um sopro esperança de que novos rumos para o futebol feminino.
E como de costume, depois de uma esperança quando falamos de futebol feminino brasileiro, veio então aquele tradicional "balde de água fria" e o sentimento de que a modalidade não terá respeito ou respaldo enquanto não for gerenciada como um produto/negócio, e acima de tudo, com respeito.
No Brasil a modalidade não se desenvolve como deveria simplesmente pelo fato de uma gestão inadequada da modalidade.
Hoje existe uma confederação que gerencia a Seleção Brasileira Feminina de Futebol, mas não existe
Já é passada a hora de haver uma diferenciação onde a Confederação Brasileira de Futebol cuide apenas das Seleções Feminina e uma liga independente e autônoma chancelada cuide do futebol feminino brasileiro em nível de clubes e ações culturais e sociais. Essa liga faria toda a captação de patrocínio e controle rigoroso desses valores, além de todo plano de negócios, planejamento estratégico e de marketing da liga e da modalidade.
Será que algum dia veremos palavras alinhadas com atitudes que demonstrem que realmente alguém se importa e quer trabalhar duro e de forma séria pela profissionalização do futebol feminino do Brasil?
Será que veremos pronunciamentos de grandes nomes do nosso futebol feminino ou das pessoas que sempre apoiam e elogiam a CBF, ou o discurso será apenas aquele político de que a CBF faz tudo pelo futebol feminino brasileiro e que se acabou com o comitê, teve seus motivos?
Por enquanto o futebol feminino é só aquela bola de futebol da criança que manda na pelada porque detém a bola e que escolhe quem vai jogar com ela de acordo com como lhe tratam bem, e vai embora e leva a bola a hora que ela quer.
Até quando?
CBF
Comitê de Futebol Feminino
Emily Lima
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futebol feminino
gestão
juliana cabral
liga
liga independente
marketing
modalidade
silvana goellner
sissi
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